terça-feira, 28 de setembro de 2010

Performance II

Stitcher Grupo

É só arrastar o cursor pela imagem!  ^^

Percepção Stitcher individual

Nave Deusa - Ernesto Neto

Ernesto Neto expande a prática da escultura utilizando-se, na maior parte das vezes, de tecidos com elasticidade, temperos e isopor como principais materiais, e a força da gravidade como elemento determinante. A interação física é outro aspecto fundamental de seu trabalho. O espectador é convidado a participar ativamente, tocando, cheirando ou adentrando o espaço da escultura. As formas orgânicas relacionam-se com a observação do corpo como representação da paisagem interna do organismo, ou numa analogia entre o corpo e a arquitetura.
Só na última década, ele participou de diversos festivais internacionais de arte e apresentou seus trabalhos em galerias e em museus dos cinco continentes. Sua inspiração vem parcialmente de brasileiros do neo-Concretismo do final da década de 1950 e início da década de 1960, como Lygia Clark e Hélio Oiticica, e das idéias rejeitadas do modernismo de abstração geométrica, que pretendiam equiparar a arte com organismos vivos em uma espécie de arquitetura organica, e convidam o espetador a ser um participante ativo.
Ernesto Neto realiza ainda um outro grupo de trabalhos nos quais revela a vontade de capturar o corpo humano no interior das esculturas, como ocorre com Humanóides (2001), nas quais o espectador "veste" a escultura, o que transmite uma sensação de conforto e aconchego. Em trabalhos apresentados entre 2002 e 2003, ele utiliza basicamente luz e tecidos. Cria superfícies de lycra, dentro das quais o espectador pode caminhar, ficando imerso em campos de cor. O tecido deixa de ser o recipiente para os pigmentos e tornar-se, simultaneamente, matéria e cor.
O artista cria em suas obras espaços de intercâmbio, que solicitam do espectador a superação da experiência meramente visual, aguçando seus sentidos. O corpo prevalece como eixo de sua proposta. Emprega constantemente formas que se tocam no espaço, estabelecendo sugestões de sensualidade e de união física, presentes em grande parte de sua produção.
Cada elemento constitutivo exerce função indispensável para manter o conjunto coeso, seja pelo poder de induzir ou sofrer alterações, seja pela faculdade de criar resistência ou canalizar energia de tração. Partindo da alteração da superfície, dá-se o acontecimento: através dos fios tracionados desencadeia-se o fluxo constante de energia vital em todos os sentidos. Tensão, força, resistência, equilíbrio são resultados de cálculos intuitivos que o artista torna possível no embate corporal com o material. A estruturação do trabalho requer movimentos precisos, pois há risco sempre presente de uma catástrofe iminente. Qualquer gesto abrupto ou mal calculado, qualquer modificação não estudada desequilibra as forças vetoriais e o trabalho pode ruir. Desfeita a tensão, o acontecimento não se concretizaria.
A tensão levada ao limite, a fragilidade e a dinâmica das estruturas são comprovadas quando o trabalho é tocado. Há então um entendimento físico-estrutural da obra, onde a forma é conseqüência das necessidades funcionais e os materiais preenchem quesitos de peso, elasticidade e resistência.
Na parede do ambiente doméstico montado por Ernesto Neto na Galeria Artur Fidalgo, em Copacabana, há uma frase escrita à esferográfica: "idéia é isso que cabe dentro".
Os pingos que caem, as formas no chão, são como se o espaço se bastasse a si mesmo, fosse dinâmico sem a interferência dos visitantes que por ele andam, o próprio espaço criando ao se criar.


Nave Deusa
Ernesto Neto - Nave Deusa, tule de lycra, areia, cravo da índia e isopor, 500 x 950 x 690 cm, 1998. Foto: Eduardo Eckenfels



Obra exposta no Museu de Inhotim  http://www.inhotim.org.br/arte/obra/view/182

domingo, 12 de setembro de 2010

Estratégias de Apropriação do Espaço






















PARKOUR





Parkour é uma atividade física difícil de categorizar. Não é um esporte radical, mas uma arte ou disciplina que assemelha-se a auto-defesa nas artes marciais. De acordo com o fundador David Belle, o espírito no parkour é guiado em parte a superar todos os obstáculos em seu próprio caminho como se estivesse em uma emergência. Você deve mover de tal maneira, com quaisquer movimentos, para ajudá-lo a ganhar a maior vantagem possível de alguém ou em alguma coisa, quer seja escapando daquilo ou caçando em direção a isso. Assim, havendo um confronto hostil com alguém, as opções são conversar, lutar ou esquivar. Assim como as artes marciais são uma forma de treinamento para a luta, parkour é uma forma de treinamento para a fuga. Devido a dificuldade em categorizá-la, os praticantes freqüentemente colocam-na em sua própria categoria: "Parkour é Parkour".
       Uma importante característica desta disciplina é sua eficiência. Um praticante não só se move o mais rápido que puder, mas da maneira energeticamente mais econômica e o mais diretamente possível. Eficiência também envolve evitar ferimentos em curto e longo prazo, o que explica o lema não-oficial être et durer (ser e durar).
Sem limitações de espaços para ser praticado, o parkour é acessível a todos, possibilitando o auto-conhecimento do corpo humano e mente como o desenvolvimento da força, resistência, coordenação motora, ao mesmo tempo que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem — qualidades que favorecem o bem estar e a qualidade de vida, educando jovens ávidos por novas experiências. Um traceur ou traceuse é potencialmente um ótimo praticante de outras atividades físicas que necessitam de auto-controle, agilidade,destreza, força, raciocino rápido e observação.




















Deriva















Forma interessante de explorar o cotidiano da cidade e construir um conhecimento crítico sobre os usos dos espaços urbanos. Modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica da passagem rápida por ambiências variadas. “As grandes cidades são favoráveis à distração que chamamos de deriva. A deriva é uma técnica do andar sem rumo. Ela se mistura à influência do cenário. Todas as casas são belas. A arquitetura deve se tornar apaixonante. Nós não saberíamos considerar tipos de construção menores. O novo urbanismo é inseparável das transformações econômicas e sociais felizmente inevitáveis. É possível se pensar que as reivindicações revolucionárias de uma época correspondem à idéia que essa época tem da felicidade. A valorização dos lazeres não é uma brincadeira. Nós insistimos que é preciso se inventar novos jogos”.



Flaneur

























        É um ser errante, um vagabundo, alguém que deambula pela cidade sem propósito aparente, mas seu intenso observar que está secretamete em harmonia com a sua história e numa busca velada de aventura, seja ela estética ou erótica.



         O flâneur é um  observador que  caminha  tranqüilamente pelas  ruas,  apreendendo  cada  detalhe,  sem  ser notado, sem se inserir na  paisagem, que busca uma nova percepção da cidade. E para situar a curiosa figura  do  flâneur no  tempo,  é preciso  entendê-lo, antes de  tudo,  como uma  figura nascida na modernidade.  Ele  apareceu  omo  o  contraponto  do burguês, que dedicava grande parte do seu  tempo ao mundo dos negócios. A flânerie conseguiu solidificar-se  como  a  experiência  própria  daquele  que gostava  de  perambular  pelas  ruas  pelo  simples prazer de observar ao seu redor; que não devia satisfações  ao  tempo  e  tinha  a  rua  como matéria prima e fonte de inspiração. Mas não se pode tentar definir o flâneur sem mencionar o universo da obra do poeta francês Charles Baudelaire, na  qual  este  errante  e misterioso  ser teve sua gênese determinada. Nesta, é marcante o aspecto que trata das relações entre os fenômenos urbanos  das multidões  e  a  experiência  vivida  e transmitida  pelo  escritor  através  de  sua  fort e expressão poética. Segundo ele, a multidão seria a usina de força do flâneur; isso estaria evidente em alguns de seus poemas, como Les petites vieilles e A une passante, que traduzem a idéia do burburinho urbano e da passante que, após  ser minuciosamente observada e estudada pelo autor, corre o risco de nunca mais ser vista por ele. É durante o dia que os aspectos mais característicos da modernidade  tendem a  revelarse; é quando a multidão se refaz, se consolida e a máquina a vapor põe-se novamente a produzir em larga  escala para abastecer a  cidade  faminta  de significados. É um cenário perfeito para o aparecimento dessa figura que  está  em  todos os  lugares  e ao mesmo tempo em nenhum lugar. Entre todos, porém sozinho. Esse ser aparentemente  indecifrável, que é o flâneur, dividido entre o encantamento e o temor da cidade.


          Flash Mob









          


Em inglês, Flash Mob é a abreviação de “flash mobilization”, que significa mobilização rápida, relâmpago. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade.



No pants


























Pillow Fight